Comecei a escrever sobre o que o amor fez porque cansei de ver mulheres inteiras sumirem dentro das próprias vidas. Mulheres que conseguem tudo — menos serem prioridade pra elas mesmas. Que entendem todo mundo, menos o próprio cansaço. Que terminam o dia exaustas e não sabem nomear de quê.
Não falo sobre amor como romance. Falo sobre amor como estrutura emocional. Aquilo que te ensinaram a chamar de cuidado e que, em algum ponto, virou apagamento. Aquilo que te disseram que era normal e que, no fundo, sempre te custou caro.
Aqui não tem promessa milagrosa, técnica fechada ou frase de motivação. Tem leitura. Tem cena. Tem um espaço onde você pode, pela primeira vez em muito tempo, se reconhecer sem precisar se explicar.
Escrevo de Florianópolis, perto do mar, devagar — do jeito que acho que a gente devia se permitir viver mais.
